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publicado por Amanda Ribas
19.09.2016
Back to Bali!
Tudo começou como uma voz que ficava nos nossos ouvidos: "Vocês precisam voltar, vocês precisam voltar!"
Back to Bali!

Começou com uma “voz” e nos acompanhou por 2 anos. Foram 2 anos pensando todos os dias em voltar para o paraíso e olha que o nosso paraíso não é logo ali… Está a mais de 16 mil km de distância, neste continente ainda misterioso para muitos, mas tão familiar para nós, a Indonésia! Bali nos deixou lembranças tão boas que precisávamos sentir tudo aquilo de novo. Mesmo tendo vontade de conhecer muitos lugares pelo mundo, voltar para Bali era mais do que uma vontade, era um dever com nossas almas!

Decidimos ouvir essa voz interna e realizar o sonho mais uma vez! Em março estávamos com as mochilas prontas (bem menos bagagem do que na primeira vez rsss), rumo à ilha que nos fez entender desde a primeira vez que nessa vida o que vale a pena são as coisas simples e verdadeiras.

E não é que a segunda vez foi melhor que a primeira! Nos sentimos verdadeiramente em casa. Confortáveis com os vários zeros da moeda, com os costumes locais, com o trânsito maluco, com os corais afiados e como foi bom ver que depois de 2 anos as mesmas pessoas estavam lá com seu sorriso acolhedor dizendo “que bom que vocês voltaram!!”

Chegamos na véspera de um dos dias mais especiais para a cultura hindu balinesa, o Nyepi Day, ou Dia do Silêncio. Como nenhum outro lugar do mundo, nesse dia ninguém pode sair de casa, aeroportos não funcionam e não há swell que faça os surfistas saírem de suas pousadas. Todos respeitam a tradição de não fazer barulho e não acender nenhuma luz. Reza a lenda que nesse dia os deuses descem à Terra para checar como estão as coisas por aqui e os balineses como são espertos ficam em casa quietinhos para que os deuses voltem aos céus felizes por verem que está tudo bem aqui embaixo. Para os balineses é um dia de reflexão, de reza e meditação. Para nós, que havíamos chegado de uma viagem de mais de 24h, foi um dia para recarregar as energias e nos preparar para o mês inteiro que tínhamos pela frente.

Dessa vez o espírito easyrider tomou conta da gente. Desbravamos a ilha com nossa motinha e nenhuma distância nos assustava, pelo contrário, era sinal de aventura pela frente! Percorremos 700 km com direito a muito sol, chuva, brisa do mar, visuais de tirar o fôlego, além de muita fumaça de caminhão, fuligem e dos gafanhotos que insistiam em grudar na gente!

Fomos em busca das ondas que não saíram da nossa cabeça nesses anos, mas também queríamos encontrar novos lugares, entrar em ruelas sem placas e no fim do dia descobrir uma onda nova, um caminho diferente, uma comida com novo gosto e novas pessoas prontas para nos conhecer!

Uluwatu continua sendo a princesinha de Bali! A combinação de uma visual de sonho + ondas perfeitas e locais gente boa não poderia ser diferente. Sim, o crowd é forte, mas como chegamos fora da temporada confesso que tinha onda para todo mundo… E aí se a multidão incomodar, o que não falta são opções como Greenbowl, NyangNyang, Pandawa, Bingin e Balangan todas com altas ondas e um visual de filme! Balangan, aliás era nosso pico coringa, sempre passávamos lá pra dar um check e pegamos alguns dias muito bons e com pouco crowd.

Nunca vou esquecer do dia que fomos para Greenbowl! Depois de 300 degraus chegamos em um lugar que parecia que não existia, a natureza ainda intocada mexeu com a gente, altas ondas, piscinas naturais, sombrinha pra refrescar… foi um dia para nunca mais esquecer!

Ahh e tivemos novas paixões: Canggu e Keramas! Amamos esses novos lados da ilha que ainda não conhecíamos. É uma paisagem típica de Bali, ruas com arrozais lado a lado de restaurantes e lojinhas cool, parecia que o Rob Machado ia surgir a qualquer momento como no filme The Drifterrsss. Surfamos em Batubolong (que remadeira!) em Canggu com alguns amigos e passamos um dia no Komune, um beachclub super cool em frente a uma das ondas mais perfeitas do mundo em Keramas, que tem a areia preta vulcânica típica dessa região de Bali. Foram dias perfeitos!

E aí eu como boa bióloga que sou, entro no mar lá em Bali e já fico olhando para baixo e para os lados (sem esquecer da série que está chegando, claro) é uma biodiversidade tão maravilhosa que é impossível não se distrair com as formações rochosas, os corais cheios de vida e os peixes de todos os tamanhos e cores, boatos que tem até peixe-boi nos mares de Bali (deve ter sereia também!)

bali surf indonesia

bali surf indonesia

Falando nisso, desta vez exploramos Bali até por debaixo da água! NusaLembognam é uma ilha a 1h de barco de Bali conhecida por ter os melhores pontos de mergulho da região! Realizamos o sonho de mergulhar com arraias manta e muitos peixes lindos e coloridos, pena que não temos nenhuma imagem! Bem nesse dia a Gopro resolveu não funcionar e nos deixou na mão! Ainda bem que ainda temos aquela velha forma de armazenar lembranças, chamada memória 😉 .O lugar é maravilhoso – um paraíso azul!

Aliás, falando em coisas que deram errado… que viagem não tem perrengue e trapalhadas, não é mesmo? Porque aqui não é programa do OFF em que tudo é perfeito não… na vida real a máquina não funciona, o pneu fura, a gasolina acaba e acidentes acontecem e dessa vez aconteceu com a gente! Eu muito sem noção do perigo que sou e atrapalhada, resolvi ter aulas de moto com o Duda. Resultado? Na terceira aula, me perdi em uma curva levando nós dois e minha prancha pro chão! Lá se foi um nariz quebrado e esfolado e dois dedinhos do pé também quebrados para contar a história! Nunca tinha me machucado em uma viagem. Coitado do Duda, levou o maior susto, mas ainda bem que não se machucou!

Ainda tínhamos 10 dias pela frente e eu que não queria descobrir que estava quebrada, por isso optei por não ir ao médico! Enfrentei as dores, surfei toda quebrada, subi e desci muuuuita escada e hoje tenho noção da força que a gente tem quando está fazendo o que gosta! Nem dei bola para as dores, para mim fazia parte da aventura de estar do outro lado do mundo… posso dizer que vivi intensamente cada segundo e hoje sinto o maior orgulho de ter ficado lá 10 dias com o pé e o nariz quebrados amarradona, sem reclamar! Afinal de contas, não era isso que ia acabar com minha felicidade! Foi bom porque fiz novos amigos, todos vinham me perguntar o que aconteceu e assim conheci muita gente muito boa e trouxe pra casa mais do que lembranças, dessa vez trouxe cicatrizes para a vida toda que comprovam como é bom se arriscar para conhecer seus limites.

Outra coisa que trazemos de Bali são as amizades que fizemos! Pessoas do mundo todo, vários idiomas e sotaques, diferentes idades, mas com o mesmo propósito, surfar, relaxar e se divertir. Conhecemos pessoas que se tornaram amigos de infância, daqueles que você confia e sabe que vão entender essa vontade louca de ir pro mundo, de sair do conforto, de respirar mais livre. Pessoas que vivem o agora e nos mostraram que para ser feliz não é preciso muito, basta coragem, uma mochila nas costas e vontade de viver! Obrigada pelas dicas, pela parceria, pelos papos cabeça e pelas bintangs divididas: Nossos mulekiños Marx e Barbara, Luiz, Tiago, Sebastian, Julian e Priscila e tantos outros que nem sabemos o nome, mas que nos marcaram com sua vibe positiva e coragem de sair pelo mundo!

bali

Bali faz a gente voltar a ser criança, não ter medo de nada, se arriscar, ir atrás do desconhecido, do gosto que nunca sentiu, da sensação que nunca viveu… Bali tem uma energia que se renova a cada pessoa que pisa naquela terra, pessoas do bem, em busca do bem.

bali

E depois de 1 mês de muitas pitayas, muitos mie gorengs, águas de coco, sol no coco, ondas de sonhos, calor de matar, geckos animados e amigos do peito… voltamos. Só que voltamos com a mesma sensação da primeira vez e isso dá um medo, um frio na barriga. Achamos que depois de ir pela segunda vez não iríamos querer mais voltar para Bali, mas foi muito pelo contrário! A gente sente cada vez mais que pertencemos àquele lugar. Como bem disse o Duda quando colocamos o pé em terras brasileiras – “nosso choque cultural acontece quando voltamos para o Brasil e não quando estamos do outro lado do mundo”.

Acredito que cada ser nesse mundo tem um lugar a que pertence, dizem que lar é onde você se sente completo, em equilíbrio e consegue ser você mesmo! Bali é nosso lar de sonhos, onde tudo é possível! Voltar pela terceira vez? Pode ter certeza!! Agora queremos entrar para o seleto grupo de pessoas que passam uma temporada em Bali todo ano, porque não? Sempre em busca daquele sorriso solto que só temos quando andamos de moto ou pegamos uma onda perfeita.

bali indonesia

bali indonesia

Em toda viagem que faço, escrevo uma listinha das coisas que me marcaram e que não posso esquecer aí a vai a desse ano:

NÃO ESQUECER:

  • Da luz do pôr do sol de dentro da água em Uluwatu
  • Da aventura que foi viajar de moto
  • Das manhãs preguiçosas e chuvosas
  • Da comida, tão barata e tão boa
  • Da vibe na pousada com os locais tocando violão e aquela bagunça tão gostosa de vários idiomas misturados
  • Da cor dos peixes em NusaLembognam
  • Das noites em que nadamos naquela piscina quentinha e o nosso teto eram as estrelas
  • Do acidente de moto (do susto e das risadas que vieram depois kkk)
  • Da natureza, com seus macacos, gafanhotos, libélulas e geckos cantores
  • Do coconut gigante depois de surfar, principalmente quando estava gelado (raridade!)
  • De como era bom quando batia um ventinho
  • Da sensação de que os dias passavam muito devagar… ah como isso era bom!

Como sempre eu não consigo escrever pouco, mas espero que esse relato abra uma portinha na sua mente para que você encontre seu lugar no mundo… pode ser aqui na esquina ou a muitas milhas de distância, o que importa é se arriscar e ser feliz!

Terimakasihchantik Bali por nos ensinar tudo isso! Já estamos morrendo de saudade, mas espera que a gente volta 😉

Amanda Ribas (@amandamribas) é cliente Welcome Surf Trips, surfista, fotógrafa e bióloga, apaixonada pela natureza e sempre pronta para um perrengue. 

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