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publicado por Luis "Coruja" Zenoni
21.11.2017
O surfe em Kwazulu-Natal, na África do Sul
Surf constante, água quente e pouco crowd, é o que conta Luís Zenoni, consultor na Welcome Surf Trips, também conhecido pelos amigos como "Coruja". Ele esteve na África do Sul acompanhando as etapas sul-africanas da WSL e aproveitou para explorar a região de Kwazulu-Natal, no leste da África do Sul.
O surfe em Kwazulu-Natal, na África do Sul

Quando pensamos em África do Sul, logo nos vem à mente as perfeitas ondas de Jeffrey’s Bay quebrando por centenas de metros ao longo da baía, ou até mesmo as belíssimas imagens da Table Mountain na Cidade do Cabo e dos inúmeros safaris do país. Mas hoje, vamos abordar um região pouco conhecida e explorada pelo surfistas que vão até o sul do continente africano: Kwazulu-Natal.

A enorme província de Kwazulu Natal é dividida por Durban, sua principal cidade, capital e terceira maior do país, com três milhões de habitantes. Portanto, não é de se espantar que seja bastante desenvolvida e populosa. Existem boas ondas por todo lado, fundos de areia, points e bocas de rio se espalham pela região, e a população de surfistas é diretamente proporcional ao número de ondas.

Entretanto, o litoral ao sul de Durban é uma das zonas de surf mais subestimadas do mundo. Existem ondas consistentes e de alta qualidade em todos os lugares, incluindo beach breaks potentes, diversos points de direita e alguns reef breaks clássicos. Nessa área, a plataforma continental cai bruscamente e as ondas são extremamente constantes, com vento terral quase todas as manhãs e pouquíssimo crowd. Nas áreas mais urbanas e populosas é fácil encontrar surfistas de todas as idades. A cultura do surf é bastante forte na África do Sul, campeonatos acontecem quase todos os finais de semana e lojas de surf se espalham pelas ruas e shopping centers.

O tradicional evento The Ballito Pro, que vale dez mil pontos na divisão de acesso (QS) da WSL, é realizado em uma cidade que fica quarenta quilômetros ao norte de Durban, chamada Ballito. Este campeonato teve início em 1969, em Bay of Plenty, denominado Durban 500. Com o passar dos anos foi crescendo e atraindo cada vez mais competidores de outros países. Com a mudança dos patrocinadores, também teve seu nome mudado, se chamou Gustom 500, Mr. Price Pro e hoje em dia leva o nome da cidade que o abriga. Apesar de todas as mudanças, ainda é considerado o campeonato de surf mais antigo do mundo, completará 50 anos da sua primeira edição em 2019.

A região como um todo é bastante agradável. As praias centrais de Durban são tão urbanas quanto Huntington Beach na Califórnia, ou o Guarujá em São Paulo por exemplo. Arranha-céus um ao lado do outro, ruas cheias de carros e pedestres, comércios e restaurantes fazem com que o ambiente como um todo não seja o mais agradável para uma surf trip, mas ao mesmo tempo oferecem atrações além do surf, para os dias de poucas ondas. Se sua vontade é conhecer um local diferente, surfar picos pouco conhecidos, mas de muita qualidade, surfar sem long john e ainda pode desfrutar de uma cultura encantadora, comer bem e tomar bons vinhos, a região de Durban é uma ótima pedida.

Ondas da região

Abaixo listamos algumas das principais ondas da região. Lembrando que a melhor época  para realizar esta viagem é de Abril a Outubro, sendo os meses de inverno no hemisfério sul os mais constantes.

New Pier

Uma série de piers alinhados na praia central e mais urbana da cidade. As ondas quebram com formação muito boa, abrindo para ambos os lados. Em dias de bastante ondas, tubos perfeitos para a direita quebram de frente para o principal pier.

A entrada na água pode ser feita beirando os pilares, numa espécie de canal ou mesmo saltando da ponta da estrutura, que tem em torno de três metros de altura, como fazem a maioria dos locais. O fator crowd pode atrapalhar um pouco, visto que os locais, apesar de amistosos, protegem suas ondas e não admitem mal comportamento dentro dá água. O acesso aos piers é fácil, há centenas de vagas de estacionamento e a chave do carro pode ser deixada com os “guardadores”, que dependem de sua gorjeta. Entre dois e cinco dólares, dependendo do tempo, serão sempre bem-vindos.

North Beach

Como o nome já diz, praia mais ao norte da cidade. Na verdade é a sequência da mesma faixa de areia da praia dos piers. Praia aberta, exposta aos ventos, sem canal. Ondas mais cheias e lentas atraem longboarders, mas tem seus momentos divertidos para qualquer modalidade de prancha. O crowd aqui se espalha e não chega a incomodar.

Cave Rock

Direita poderosa sobre fundo de pedras e areia. Esse pico deve ser surfado apenas por surfistas experientes, que dominam a técnica do tubo para a direita. Onda bastante protegida pelos locais, drop rápido e buraco. Sem dúvida uma das melhores ondas do país, quando está nos seus dias. Ótima para quem gosta de tubos pesados. Localizada alguns quilômetros ao sul de Durban.

Green Point

Assim como Cave Rock, fica ao sul de Durban. Neste caso, mais ao sul ainda. Um legítimo point break de direita, ondas longas e perfeitas correm por mais de duzentos metros de distância sobre fundo de pedras e areia. Poucos surfistas frequentam este pico nos dias de semana, o que o torna bastante atrativo. Deve-se ter cuidado com os pertences deixados no carro, pois casos de roubos são reportados com certa frequência.

Donkey Kong Island

Esquerda pesadíssima quebrando sobre rasa laje de pedras, o legítimo “slab”. Tubos quadrados e perfeitos são surfados por alguns dos melhores
surfistas da região. Onda apenas para os mais destemidos e habilidosos surfistas. A área de drop é pequena e o crowd pode ser chato em dias bons. Muito frequentada por bodyboarders. Também localizada ao sul de Durban.

Ballito

A aconchegante cidade de Ballito conta com diversas ondas, beach breaks de alta qualidade e alguns picos com fundo de pedras também. Ondas fortes e tubulares
proporcionam grandes manobras. O principal deles se chama Surfer’s Point, em Willard Beach. Este é o palco do tradicional campeonato The Ballito Pro, realizado
todos os anos no mês de Julho. A estrutura da cidade é excelente e fica há apenas 60km ao norte de Durban e há 25km do aeroporto.

Richard’s Bay

Também ao norte de Durban, conta com um point break de direita muito consistente ao lado de um molhe de pedras. De fácil acesso e pouco crowd.
Ondas tubulares no inicio, se estendem por dezenas de metros, propiciando várias manobras.

Umhlanga Rocks

Beach break muito constante, sempre misturando fundos de areia e pedra. Tem seus dias clássicos e bastante tubulares, além de pouco crowd.

Quanto mais para o norte menos crowd se encontra. A costa continua por mais de 100km até a fronteira com Moçambique e ondas quebram sozinhas por dias sem nenhum surfista.
Vale lembrar que existem tubarões nas águas da África do Sul, mas nem por isso chega a ser um problema pro surfe. Algumas praias da região contam com redes de proteção e toda a área é monitorada diariamente. Casos de incidentes são bem raros, mas, apesar de ser bom surfar sem crowd, nunca entre no mar sozinho. Procure sempre surfar em picos onde já tenham pessoas e busque conversar com os locais para saber onde deve ser evitado e também quais as melhores formas de entrar e sair do mar em praias com muitas pedras.

Viaje conosco

Welcome Surf Trips é uma agência de viagens especialista em destinos de surfe. Conhecemos pessoalmente os principais picos de surfe do mundo. Fale conosco para saber mais sobre seus destinos de interesse e os melhores pacotes de acordo com seu perfil e nível de surfe.

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Texto
Luis "Coruja" Zenoni
Fotos
Luis "Coruja" Zenoni
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